ISBN: 978-65-6068-236-8
DOI: 10.5281/zenodo.24020937
ORGANIZADORES:
Vanessa Costa Silva
Maria Clara Silva Tinoco
Maria José Pinheiro Corrêa
RESUMO:
As plantas daninhas exercem forte interferência sobre as culturas agrícolas ao competirem por água, luz e nutrientes, além de liberarem compostos alelopáticos capazes de inibir a germinação e o desenvolvimento das plantas cultivadas. Também atuam de forma indireta ao servirem de hospedeiras para pragas e fitopatógenos, dificultarem operações de campo e reduzirem a qualidade do produto colhido. Na cultura do milho, a ausência de manejo adequado pode resultar em perdas expressivas de produtividade, variando de 57 a 65% (Martin et al., 2024). Já para o arroz, reduções de até 90% no rendimento de grãos podem ocorrer em situações de elevada infestação (Safdar et al., 2023). O arroz (Oryza sativa L.) e o milho (Zea mays L.) destacam-se entre as principais culturas agrícolas do Brasil. O banco de sementes do solo constitui a principal fonte de reinfestação das lavouras, assegurando a persistência das espécies mesmo após ciclos consecutivos de controle, tornando o manejo um processo contínuo e desafiador. A grande diversidade de condições edafoclimáticas do país, somada ao histórico de uso do solo e aos diferentes sistemas de manejo adotados, gera elevada variabilidade na composição da flora daninha. Assim, comunidades infestantes podem diferir substancialmente entre regiões, propriedades e até entre áreas de um mesmo município. Embora a identificação de plantas adultas seja facilitada pelo desenvolvimento completo de seus caracteres morfológicos, o controle tende a ser mais eficiente quando realizado nos estádios iniciais de crescimento. Dessa forma, a correta identificação das espécies presentes no campo é determinante para a adoção de práticas mais assertivas, econômicas e ambientalmente adequadas.