USO DE PLACAS REABSORVÍVEIS VERSUS PLACAS DE TITÂNIO NO TRATAMENTO DE FRATURAS ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIAS
CAPÍTULO 3
DOI: 10.29327/5608603.1-3
AUTORES:
Paulo Renato Muniz Barros
Matheus Andrews dos Santos
Francisco Jose de Nadai Dias
Marcelo Vitale
Marília Domingues Alves
Marcos Gustavo Oliveira da Silva
Rayssa de Souza Silva
Gabriela Onofre Santos Silva
Wilton Costa Neto
Ana Carla Furtado da Cruz
Pollyanna Rebouças Borges
RESUMO:
As fraturas zigomático-orbitárias estão entre as mais prevalentes no contexto da traumatologia maxilofacial, exigindo intervenções cirúrgicas que garantam restauração funcional e estética. O uso de placas de fixação interna rígida é uma prática consolidada, sendo as placas de titânio o padrão tradicional devido à sua resistência mecânica e estabilidade. No entanto, os biomateriais reabsorvíveis surgem como alternativa viável, especialmente pela sua biocompatibilidade e capacidade de evitar reoperações para remoção. Este artigo tem como objetivo comparar, com base em revisão bibliográfica, o uso de placas reabsorvíveis e de titânio no tratamento das fraturas zigomático-orbitárias, analisando suas propriedades, indicações clínicas, benefícios e limitações. A metodologia adotada consistiu em uma revisão integrativa da literatura, com análise de estudos publicados entre 2015 e 2023. Os resultados demonstraram que ambas as opções apresentam eficácia comprovada, embora a escolha do material deva considerar fatores como localização da fratura, idade do paciente, comorbidades e custo. Conclui-se que o tratamento deve ser individualizado, considerando os avanços tecnológicos e a evolução dos biomateriais.
Palavras-chave: Fraturas zigomático-orbitárias; Placas reabsorvíveis; Placas de titânio; Fixação interna rígida; Biomateriais.