AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DE DIFERENTES TÉCNICAS DE ENXERTIA ÓSSEA AUTÓGENA EM ÁREAS EDÊNTULAS PARA REABILITAÇÃO COM IMPLANTES
CAPÍTULO 6
DOI: 10.29327/5608603.1-6
AUTORES:
Dyego Matielo Peres Lemos
Ana Paula Granja Scarabel Nogueira Bella
Túlio Marcos Kalife Coelho
Nicolas Alves da Silva
Tatiana Carvalho Magalhães
José Rafael Lisboa de Azevedo
Noemi Celerino dos Anjos
Jean Albert Goya
Janaina Gome Maciel
Bianca Miranda Montelo Mota
José da Silva Júnior
RESUMO:
A reabilitação oral por meio de implantes dentários em áreas edêntulas depende diretamente da quantidade e qualidade do tecido ósseo disponível no sítio receptor. Em casos de reabsorção alveolar significativa, a enxertia óssea autógena é considerada a técnica de eleição para reconstrução do rebordo alveolar, por oferecer propriedades osteogênicas, osteoindutoras e osteocondutoras superiores. Este artigo teve como objetivo avaliar a eficácia de diferentes técnicas de enxertia óssea autógena, incluindo enxertos em bloco, particulados e de áreas doadoras intraorais e extraorais, na reabilitação de áreas edêntulas com implantes osseointegráveis. A metodologia adotada foi uma revisão bibliográfica integrativa com análise de estudos clínicos e científicos recentes, publicados entre 2010 e 2024. Os resultados demonstraram que as técnicas de enxertia óssea autógena apresentam alto índice de sucesso na regeneração óssea e na estabilidade dos implantes, sendo eficazes especialmente em casos de atrofias ósseas horizontais e verticais. Destacou-se a importância da individualização do plano de tratamento, considerando fatores como extensão do defeito, morbidade da área doadora e experiência do cirurgião. Conclui-se que as técnicas de enxertia óssea autógena permanecem essenciais na reabilitação oral, com alto grau de previsibilidade, embora demandem planejamento rigoroso e abordagem multidisciplinar para minimizar complicações.
Palavras-chave: Enxertia óssea autógena; Reabilitação oral; Implantes dentários; Regeneração óssea; Técnicas reconstrutivas.