EDUCAÇÃO DO CAMPO E PEDAGOGIA EMANCIPATÓRIA: CONTRIBUIÇÕES DE FREIRE, ARROYO E CALDART
RESUMO:
A Educação do Campo no Brasil é fruto das lutas históricas dos camponeses em busca de reconhecimento, direitos e acesso a um ensino que se conecte com suas vivências. Ao longo desse percurso, as ideias de Paulo Freire, Miguel Arroyo e Roseli Caldart fornecem bases cruciais para entender a educação como um meio de emancipação. Freire ressalta a importância da consciência crítica e do diálogo na superação de situações de opressão, promovendo uma pedagogia que valorize a participação ativa dos indivíduos. Arroyo destaca que as políticas educacionais e os currículos devem levar em conta as características específicas do universo rural, rompendo com abordagens urbanas que ignoram conhecimentos e modos de vida do campo. Caldart reforça a ideia de que a escola rural deve ser um espaço de resistência e afirmação política, associado às lutas por terra, memória e identidade dos camponeses. Com base nessas referências, a pesquisa aborda princípios, práticas e desafios da educação rural, sublinhando a importância de metodologias que valorizem o território, a cultura local e a organização comunitária. Apesar dos avanços teóricos obtidos, ainda existem obstáculos, como a precariedade estrutural, a falta de formação adequada e políticas que tratam a área rural como secundária. A conclusão é que para estabelecer uma educação emancipatória no campo é necessário um compromisso político, a participação das comunidades e o reconhecimento de seus saberes como elementos fundamentais do projeto educacional.
PALAVRAS-CHAVE:
Educação do Campo, Educação Emancipatória, Paulo Freire.