EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL: FUNDAMENTOS, DISPUTAS E PERSPECTIVAS CRÍTICAS
RESUMO:
A violência doméstica é uma grave violação dos direitos humanos e um fenômeno multifacetado, marcado por relações de poder, desigualdades de gênero e contextos socioeconômicos vulneráveis. Nesse cenário, o assistente social atua como agente fundamental na escuta, acolhimento e encaminhamento das vítimas, desempenhando um papel estratégico na mediação entre as necessidades sociais e os direitos garantidos por lei. A pesquisa foi realizada por meio de revisão bibliográfica, análise documental e entrevistas com profissionais da área que atuam em instituições como o CRAS, CREAS, e Conselho Tutelar. Os dados evidenciaram que, apesar do compromisso ético-político dos assistentes sociais e da atuação interdisciplinar junto à rede de apoio, a prática profissional é fortemente impactada por fatores como a ausência de equipe técnica completa, insuficiência de recursos materiais, deficiências na articulação interinstitucional e falta de políticas públicas efetivas de enfrentamento à violência de gênero no município. Por outro lado, observou-se que, mesmo diante dos desafios, existem possibilidades significativas de fortalecimento da atuação profissional, como a ampliação das parcerias com a rede de saúde, segurança pública e educação, o investimento em capacitação continuada e o engajamento em ações preventivas e de conscientização comunitária. Assim, o estudo conclui que o trabalho do assistente social é essencial para a garantia de direitos e para a construção de estratégias de enfrentamento mais efetivas à violência doméstica, desde que haja condições institucionais adequadas para o seu exercício.
PALAVRAS-CHAVE:
agressor. assistente social. violência doméstica. Vítima.