Principais Medicações Intra-canais Utilizadas Após a Abertura Coronária e o Preparo Químico-Mecânico
DOI: 10.29327/5852200.21-6
AUTORES:
Queila da Silva Borges1
Isi Cristina Maia Soares2
Camyla Kallen Cardoso Santana3
Maykon Vinicius Gusmão de Melo4
Laura de Meneses Costa5
Lucas de Araújo Galvão6
Kássia Michelle Correa Amorim7
George Sampaio Bonates dos Santos8
RESUMO:
O tratamento endodôntico visa eliminar a infecção intracanal e preservar os tecidos
periapicais. Nesse contexto, as medicações intracanais atuam como recurso complementar ao
preparo químico-mecânico, reduzindo a carga microbiana, neutralizando endotoxinas e
estimulando a reparação tecidual. O hidróxido de cálcio é considerado a medicação padrão por
suas propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e indutoras de mineralização.
Entretanto, microrganismos resistentes, como Enterococcus faecalis e Candida albicans,
limitam sua eficácia isolada, motivando o uso de associações com substâncias como
clorexidina, propilenoglicol e glicerina, além de formulações comerciais como UltraCal XS®,
Calen® e Metapex®. Este estudo, conduzido por meio de revisão de literatura entre 2015 e
2025, buscou identificar as principais formulações intracanais, destacando suas propriedades,
benefícios e limitações. Os achados evidenciou que, embora o hidróxido de cálcio continue
sendo amplamente utilizado, a escolha do veículo e das associações influencia diretamente sua
eficácia antimicrobiana e a capacidade de favorecer o reparo periapical. Concluiu-se que não
existe uma medicação intracanal única capaz de atender a todos os cenários clínicos. O êxito
do tratamento endodôntico depende da integração entre preparo químico-mecânico adequado,
irrigação eficiente e seleção criteriosa da pasta, de acordo com o quadro clínico do paciente,
especialmente em casos de periodontite apical persistente.
PALAVRAS-CHAVE:
Endodontia, Hidróxido de Cálcio, Clorexidina, Fenóis.