Editora Pascal

ANÁLISE In silico DE COMPOSTOS MAJORITÁRIOS DA Alternantera brasiliana

CAPÍTULO 7

DOI: 10.29327/5741654.1-7

AUTORES:

Mariléia Aguiar Pereira

Sarah Rodrigues do Santos

Eville Silva Mendonça

Thays Fernanda Melo Cutrim

Vanessa Ferreira Moraes

Maria Viviane Nolêto Santos

Maria Adryane Santos Silva

Julia Christine Santos dos Santos

Waléria Cutrim Machado

Saulo José Figueiredo Mendes

RESUMO:

O presente estudo teve como objetivo realizar uma análise in silico dos compostos majoritários da Alternanthera brasiliana, planta medicinal amplamente utilizada devido às suas propriedades antiinflamatórias, antioxidantes e cicatrizantes. A investigação concentrou-se nos flavonoides apigenina, luteolina e orientina, reconhecidos por seu potencial terapêutico. As análises foram conduzidas nas plataformas PubChem, SwissTargetPrediction e ADMETlab 3.0, com foco na avaliação de parâmetros farmacocinéticos, toxicológicos e interações moleculares. De acordo com os resultados obtidos, apigenina e luteolina atenderam integralmente à Regra dos 5 de Lipinski, indicando boa biodisponibilidade oral e propriedades favoráveis à absorção. A orientina, embora apresente peso molecular e polaridade mais elevados, demonstrou perfil farmacocinético adequado, com absorção intestinal humana confirmada. Os três compostos exibiram alta afinidade por importantes alvos moleculares, como NADPH oxidase 4 (NOX4), aldose redutase (AKR1B1) e quinase dependente de ciclina 5 (CDK5/CDK5R1), envolvidos em processos oxidativos e inflamatórios. Os dados toxicológicos apontaram baixo potencial carcinogênico e irritativo, reforçando a segurança dos compostos. As previsões metabólicas sugerem interação com enzimas do citocromo P450 (CYP1A2 e CYP3A4), o que indica possível influência no metabolismo de fármacos. Em relação à excreção, os compostos apresentaram depuração moderada e tempo de meia-vida compatível com compostos bioativos de interesse terapêutico. Em conclusão, a análise in silico demonstrou que os flavonoides apigenina, luteolina e orientina possuem perfil farmacológico promissor, podendo atuar como protótipos para o desenvolvimento de novos medicamentos naturais com potencial antioxidante e anti-inflamatório. Esses resultados reforçam a relevância da Alternanthera brasiliana como fonte biotecnológica de compostos bioativos. 

Palavras-chave: Flavonoides bioativos, alvos moleculares, apigenina; luteolina; orientina.

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