Editora Pascal

SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM QUE ATUAM EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA

DOI: 10.29327/5748301.1-49

AUTORES:

Anne Mary Mendes Almeida

Anali Linhares Lima

RESUMO:

Os profissionais de saúde que atuam na UTI lidam diariamente com sentimentos de perda, dor e sofrimento, que apesar de estarem capacitados para essas situações, podem os levar a um alto nível de estresse. Quando o estresse relacionado ao trabalho ultrapassa os níveis adaptativos, sem um efetivo enfrentamento, e cronifica-se, recebe o nome de Burnout ou Síndrome de Burnout. O objetivo desta pesquisa foi conhecer os fatores desencadeantes da Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem que atuam em unidades de terapia intensiva. Trata-se de uma revisão bibliográfica das publicações nas seguintes bases de dados: LILACS e SciELO, no período de 2008 a 2018, utilizando-se os descritores: enfermagem, esgotamento profissional, unidades de terapia intensiva, saúde do trabalhador. Os critérios de inclusão utilizados neste trabalho foram os seguintes: artigos publicados nos últimos 10 anos (2008-2018), artigos disponíveis gratuitamente e na íntegra, artigos nos idiomas inglês e português. Os critérios de exclusão utilizados foram artigos publicados antes de 2008, artigos que apresentavam somente o resumo, artigos em outros idiomas que não fosse inglês e português, artigos repetidos e artigos que não contemplavam a temática abordada neste trabalho. Foram encontrados 50 artigos e selecionados 32 que atendiam a temática deste trabalho. Através desta pesquisa observou-se que os profissionais de enfermagem que atuam nas unidades de terapia intensiva vivenciam constantemente diversas situações que ocasionam o estresse no ambiente de trabalho, visto que esse ambiente é tenso, apresenta riscos ocupacionais, rotina de trabalho intensa e envolvimento com a dor e o sofrimento do paciente. Portanto, evidenciou-se que a Síndrome de Burnout é desencadeada pelos seguintes fatores: condições de trabalho inadequadas, sobrecarga de trabalho, número reduzido de funcionários, dupla jornada de trabalho, trabalho por turno e/ou noturno, falta de autonomia, conflitos interpessoais, salário insatisfatório, falta de reconhecimento profissional, e também por fatores característicos da profissão, como por exemplo, relação com o paciente e seus familiares, contato com a dor, enfermidade e morte.

PALAVRAS-CHAVE:

Enfermagem, Esgotamento profissional, Unidades de terapia intensiva, Saúde do trabalhador.

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