Carapa guianensis AUBL.: POTENCIAL ETNOFARMACOLÓGICO, QUÍMICO E PERSPECTIVAS CIENTÍFICAS
CAPÍTULO 53
AUTORES:
Kyouk Isabel Portilho dos Santos
Rafael dos Santos Afonso
Renan Campos e Silva
Wandson Braamcamp de Souza Pinheiro
Alberdan Silva Santos
RESUMO:
A Carapa guianensis Aubl., conhecida popularmente como andiroba, é uma espécie arbórea da família Meliaceae, amplamente distribuída na América do Sul, especialmente na região amazônica. Sua relevância está associada tanto ao uso madeireiro, devido à madeira resistente e de alta qualidade, quanto à exploração não madeireira, destacando-se a extração do óleo de suas sementes. Tradicionalmente utilizada por comunidades amazônicas, a andiroba possui diversas aplicações medicinais, sendo empregada como anti-inflamatório, vermífugo, antisséptico, antitumoral, analgésico e no tratamento de infecções de pele e doenças crônicas. O “óleo de andiroba” é rico em limonoides, compostos tetranortriterpenoides que atuam como marcadores quimiotaxonômicos da família e são responsáveis por suas variadas propriedades biológicas. Estudos químicos identificaram oito grupos principais de limonoides na espécie, como andirobinas, geduninas, fragmalinas e mexicanolides, entre outros, cada qual com mecanismos biossintéticos específicos. Esses compostos possuem ações farmacológicas relevantes, incluindo atividades antimicrobianas, antimaláricas, larvicidas, antioxidantes, neuroprotetoras e antiobesidade. Uma análise bibliométrica baseada em publicações científicas entre 2000 e 2020, especialmente no período entre 2012 e 2015, revelou aumento nas pesquisas envolvendo as palavras-chave “Carapa guianensis”, “óleo”, “sementes” e “limonoides”. Os dados destacam uma tendência crescente de interesse acadêmico e industrial, evidenciando seu potencial para o desenvolvimento de produtos farmacêuticos e cosméticos. Apesar dos avanços, novas investigações ainda são necessárias para explorar completamente o potencial terapêutico da espécie. A integração entre o conhecimento etnofarmacológico e conhecimento científico é fundamental para garantir o uso sustentável da C. guianensis.
Palavras-chave: Carapa guianensis, Limonoides, Etnofamacológico, Mapa bibliométrco, Aspecto químico.